Mercado imobiliário deve retomar investimentos em 2019

Expectativa é de que ano seja marcado por novos negócios, puxados pelo crescimento da economia brasileira. O ano começou com as melhores expectativas para o mercado de imóveis. Economistas e empresários do setor esperam uma retomada em 2019 e já projetam o melhor período dos últimos três anos. Diretor do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Carlos Meschini fala em crescimento acima da inflação.

Segundo ele, se as decisões econômicas do Governo Federal caminharem bem e os bancos liberarem mais crédito, o mercado voltará a crescer em patamares de 10 a 20% ao ano. “A gente acredita que vai ocorrer tudo bem e daqui a seis meses os números serão melhores”.

Construção - o presidente do Sindicato da Construção Civil de São Paulo (SindusCon-SP), Odair Senra, entende que as reformas, principalmente a da Previdência, precisam passar no Congresso Nacional para a economia se aquecer.

“Estando o mercado imobiliário estagnado há quase quatro anos, sem dúvida os investimentos acontecerão. A retomada se iniciará com aquisição de terrenos, contratações de obras, e 2019 poderá ser o ano da retomada”.

Senra explica que a construção civil ainda não teve tempo suficiente, dentro da nova política econômica, para concluir estimativas. Mas as expectativas são boas. Os focos serão em imóveis residenciais de médio e alto padrões e do programa Minha Casa, Minha Vida.

Economia - a economista Juliana Inhasz acredita que 2019 é um ano em que os lançamentos acontecerão em maior escala, contrariando o movimento visto nos últimos três anos. “No período da crise, vimos o setor puxar o freio e aguardar, com cautela, algum sinal de retomada do crescimento. Agora temos sinais mais claros de que essa recuperação econômica realmente encontra-se em percurso”, afirma.

Para que as expectativas se concretizem, a economista diz que é fundamental a taxa de juros ser mantida em patamares baixos, porque estimula o investimento de forma geral e facilita a aquisição de imóveis e financiamentos imobiliários.

“É fundamental a implementação das reformas econômicas, com intuito de reduzir gastos públicos, tentando equalizar as contas do governo e garantindo uma dívida pública em patamares aceitáveis. Somente assim será possível manter uma taxa de juros baixa”.

Juliana ainda diz que, a retomada da economia é um fato concreto, mas não em ritmo acelerado. “Os indicadores apontam para o crescimento econômico, com redução do desemprego, aumento das vendas em diversos setores”.

Adaptado de: revista.zapimoveis.com.br