Índices imobiliários: Entenda melhor os preços do mercado de imóveis

Adquirir um imóvel é mais do que somente comprar um bem. É uma decisão que realmente pode mudar a sua vida e que, às vezes, é feita somente uma vez durante ela. Um investimento como esse pode render muitos frutos, porém, deve-se cuidar para que não traga prejuízos e alguns problemas. Conheça os índices imobiliários, cruciais para que você compreenda o valor de seu imóvel e avalie se aquela é realmente a melhor opção para você.

O que são os índices imobiliários e por que são tão importantes? É um conjunto de avaliações que envolve tanto o mercado imobiliário quanto o da construção civil, tudo para traçar um valor que varia unicamente de acordo com a instituição responsável pelo método de cálculo.

Muitas instituições financeiras fazem parcerias com empresas do setor imobiliário para criar índices. No entanto, alguns merecem destaque. Confira a lista abaixo e veja quais que você deve ter em mente na hora de vender ou comprar um imóvel:

-O INCC (Índice Nacional da Construção Civil) existe desde 1950, e nasceu do desejo de fazer a medição de custos com as construções brasileiras. No início, só atendia o Rio de Janeiro, que à época era a capital nacional. Hoje, o INCC é um índice de enorme relevância, muito utilizado para correção monetária de valores a serem pagos como entrada de imóveis. Ele com certeza precisa ser consultado!

-CUB (Custo Unitário Básico da Construção Civil) é um índice que é considerado, basicamente, uma evolução do INCC-M. Ele traz informações completas sobre o custo da construção civil em diferentes capitais, levando em conta fatores como a mão de obra e até mesmo a qualidade do acabamento.

-IGMI-C (Índice Geral do Mercado Imobiliário – Comercial) é de responsabilidade da FGV. Diferentemente dos anteriores, o foco dele é mais, de fato, o mercado imobiliário, menos ligado à construção civil. Sua maior expressão é entre os imóveis comerciais. Iniciado em 2000, segue hoje como um dos principais índices do setor e serve como referência para diversos investidores, até mesmo em análises macroeconômicas de grande importância.

- O IVG-R (Índice de Valores de Garantia de Imóveis Residenciais Financiados) mede a tendência dos preços dos imóveis residenciais brasileiros. O responsável por ele é o Banco Central do Brasil. Como mede a tendência de preços do futuro e já considera os valores vinculados aos financiamentos, este índice apresenta bons diferenciais. Mas para ter uma noção prévia das tendências, você pode verificar em sites como este!

-IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) também calculado pela Fundação Getúlio Vargas, indica a variação de preços com foco nos ajustes de contratos de locação. Para ter conhecimento sobre os valores é necessário acompanhar a tabela oficial, que é divulgada mensalmente baseada nos acumulados para os últimos 12 meses.

- A Taxa de Juros SELIC é fixada pelo Banco Central e seu objetivo é regular a economia, controlar o crédito e conter a inflação. Quando direcionada ao mercado imobiliário ela pode ser usada tanto para orientar reajustes contratuais para vendas e também gerar uma prévia para níveis de crédito oferecidos no mercado. Quanto mais alta a Selic, mais difícil o acesso ao crédito, o que reduz drasticamente a quantidade e possibilidade de realizar financiamentos imobiliários.

Adaptado de: agoravale.com.br