Bancos têm sobra de R$ 100 bilhões para Crédito Imobiliário

Volume de recursos refletem a recuperação lenta da economia, e o desempenho da poupança, que voltou a registrar mais depósitos do que saques. Porém, os bancos não devem cortar, nem diminuir os juros atualmente aplicados.

A lenta retomada do setor imobiliário, aliada à resistência do consumidor em assumir dívidas longas, gera uma situação inédita no mercado de crédito para a compra da casa própria: vão sobrar mais de R$ 100 bilhões em recursos para financiamento, entre esse ano e o próximo ano, segundo estimativa da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Essa montanha de recursos ociosos é reflexo do ritmo lento de recuperação da economia, que, por consequência, diminuiu a demanda de venda de imóveis. Ao mesmo tempo, a poupança, de onde sai parte dos recursos usados pelos bancos nos empréstimos imobiliários, voltou a registrar no primeiro semestre, após quatro anos, um volume maior de depósitos do que o de saques.

O dinheiro que os bancos emprestam para financiar a casa própria vem, sobretudo, da poupança. As instituições usam cerca de 65% do que é aplicado na caderneta com o crédito imobiliário. A segunda fonte é o FGTS, recolhido de quem tem carteira assinada. Durante os anos de pujança, antes da recessão, os empresários do mercado imobiliário chegaram a defender a necessidade de se buscar fontes alternativas de recursos para suprir a demanda por crédito.

A despeito de as expectativas para expansão do PIB neste ano terem caído praticamente pela metade, os bancos mantêm as projeções para o crédito imobiliário. O volume de financiamento deve subir 15%, totalizando R$ 116 bilhões, considerados os empréstimos com recursos da caderneta de poupança (SBPE) e do FGTS, de acordo com projeções da Abecip. Uma boa alternativa seria aproveitar promoções e ofertas, com redução significativa dos imóveis em estoques, que poderão ser praticadas no período, tornando o investimento em imóveis atrativos e ter a chance de poder fechar um bom negócio.

Adaptado de: publicidadeimobiliaria.com